quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Post 8 - Robin e Eduardo

Meu post esta semana seria sobre outro tema, mas as mortes do ator  Robin Willians e do presidenciável Eduardo Campos atropelaram meu cronograma.
Não porque eram figuras públicas e importantes, mas porque suas mortes corroboram as conclusões a que cheguei ao longo da vida, e me estimulam cada vez mais a exercitar um estilo de vida onde a morte não seja uma surpresa imprevisível, mas um acontecimento natural e que deve ser considerado todos os dias quando acordamos. Proposta do meu blog, aliás.
Agora chovem os comentários do tipo "morreu prematuramente", "tinha um futuro promissor", "nossa vida não vale nada", entre tantos outros igualmente equivocados.
As mídias internacionais e nacionais estimulam esse sentimento de espanto e essa visão deturpada de ambas as mortes. Enchem os noticiários de momentos e depoimentos emotivos. Enaltecem os mortos elevando-os à condição de quase heróis e exploram a dor das famílias, incentivando o público a reagir a um acontecimento natural como sendo uma grande tragédia.
Mas, raciocinemos... Tragédia, por assim dizer, é o genocídio de crianças na Palestina. Mísseis não voam sozinhos, não é mesmo?
Essas mortes do ator e do político, suicídio ou não, foram naturais. Não há nada do que se lamentar.
Um decidiu que era a hora de partir e tirou a própria vida.
O outro, por um acidente, foi levado.
Mas, ninguém agiu para que estes eventos acontecessem.
Não há vítimas trágicas nessas histórias.
 
O único ponto que de fato me comove é quando penso nos familiares, em especial, os filhos,  que agora terão que seguir em frente apesar de toda dor e da falta de entendimento.
 
Quanto aos que faleceram, classifico o ator como um vitorioso. Alguém que se suicida aos 63 anos demonstra que já vinha lutando contra a dor da existência há muito tempo, quem sabe desde jovem. Não à toa tinha um histórico de dependência ao álcool e à cocaína. Esses atos não surgem da noite para o dia.
Se ele conseguiu driblar esse desejo até aquela idade e ainda conseguiu ser internacionalmente reconhecido e respeitado por suas interpretações, só nos resta concluir que aguentou  o quanto pode.
E mais.... Que, na hora em que decidiu aplacar de vez o  seu sofrimento crônico, nenhum fator externo foi determinante para impedi-lo.
Sucesso, dinheiro, prestígio, família e filhos não foram capazes de dissuadi-lo da decisão de tirar sua própria vida,  porque o seu maior inimigo estava em seu íntimo, e não há e nem nunca haverá qualquer êxito externo que se sobreponha à nossa paz interior.
 
Quanto ao político, o fato de "ter dado uma entrevista ontem", "ter feito 49 anos no dia dos pais", "ser um cara bem sucedido" e com uma família aparentemente harmônica, tradicional e numerosa não impediu que a morte ceifasse a sua vida, exatamente PORQUE ELA É DEMOCRÁTICA.
As pessoas se chocam porque querem.
Preferem essa reação padrão a raciocinar e concluir que qualquer um que esteja vivo, morrerá!!
Ricos, pobres, famosos, desconhecidos, políticos, cidadãos comuns. Não importa. Tem morte pra todo mundo!
 
E, enquanto retornam ao Pai, nós continuaremos aqui em nossa incerta caminhada, com a lição de que ser feliz não deve ser uma opção, mas sim uma obrigação, POIS A NOSSA HORA TAMBÉM CHEGARÁ!
:)
 
 


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