terça-feira, 15 de julho de 2014

Post 6 - Politica no blog nem pensar, mas hoje tem...Ahhh tem....

Oie....
Na onda do ocorrido em meu face hoje, quando postei divulgando meu blog e fui surpreendida por severas criticas a outro assunto completamente distinto ( tô até agora tentando entender a motivação da moça...rs), gostaria de pontuar que embora eu "esteja uma ativista politica virtual" nos ultimos tempos, o que me move na vida está longe de ser a esperança em dias melhores.
Infelizmente a essência do ser humano jamais permitirá que vivamos num mundo justo, igualitário e fraterno.

Por isso mesmo que surgiu a proposta do blog. 
Debater conceitos e tentar trazer paz e felicidade à mim e às pessoas individualmente , apesar desse coletivo deprimente que nos choca e entristece dia a dia.
Penso que essa seja a grande sabedoria da vida. Refletir, questionar e tentar de alguma maneira se destacar de forma positiva da massa humana robotizada, equivocada e perniciosa.

No facebook não crio idéias e nem situações.  Sou apenas uma atravessadora de fatos.  
Me valendo da novidade das redes sociais que nos permitiram ter acesso a fatos antes tão bem camuflados pela grande imprensa, eu vou postando aquilo que acho útil,  principalmente quando me vejo diante de violações de nossos direitos e garantias.
Não sou ingênua a ponto de achar que a politica um dia será limpa e decente. Nunca serão!!! Rs...(aff...frase de policia...)
E, honestamente, estou me lixando...rs

Que eles continuem no seu medíocre jogo de poder. 
Ja deixei claro no ultimo post que isso não me seduz, e tampouco creio que seja a garantia de uma vida e morte melhores para quem faz parte dessa bandalha.
Mas, cada um com seu cada um.. O livre arbítrio tä aí pra isso, uai...

Só me recuso a me calar diante das sucessivas violações ao Estado Democrático de Direito. 
Não vou me silenciar diante da iminente supressão dos meus direitos de pensar, de me manifestar, de ir e vir, de discordar.
Não gosto do Direito na prática,  nunca gostei, mas gosto de justiça, e ainda que não a consigamos, é nosso dever incomodar, incomodar e incomodar, para diminuirmos a zona de conforto dos opressores.
Querem bandalha, vão ter, mas vão ter que suar um pouco a camiseta...rs

Ser omisso ao que está acontecendo implica em ser alheio ao sofrimento do outro. Criminalizar a pobreza significa que o que temos de mais valoravel 
é o nosso poder financeiro.
É novamente deslocar para os menos favorecidos a frustração que sentimos em não conseguirmos sequer viver em sociedade.
Ao invés de assumirmos o nosso péssimo carater e nossa dificuldade em exercitar a fraternidade, apontamos os favelados como os inimigos da sociedade.

Essa atitude é, acima de tudo, o ápice de uma doença pestilenta chamada de   EGOCENTRISMO.
O mundo gira ao meu redor e o resto que se dane. Eu estando bem, tudo está bem, e ponto final.

Mas, do pö viemos e ao pö voltaremos.. E tendo consciência disso, cada um que aja da forma que melhor lhe convier, ciente de que pagará o preço no final sem direito a barganha.

Aliás,  por falar em egocentrismo, taí um livro que muito me impactou. 
"Ego,  o vírus, egocentrismo, a doença."  Não lembro o autor, no momento. Mas, falarei dele no próximo post.. Esse livro é simplesmente maravilhosoooo..
Até... ;)

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Post 5 - Dinheiro imortal


Vivemos num mundo basicamente capitalista, onde o dinheiro se faz de fato necessário. Achar que daria para viver sem ele, me parece uma fantasia, pois aonde a sociedade chegou, no que se refere às relações sociais, não cabe mais retorno.
Mas, por que o dinheiro ou os bens que ele proporciona são tão imprescindíveis para tantas pessoas?
Parece muito incoerente o comportamento de muitas pessoas. Normalmente, ao perderem um ente querido, pontuam que "nós não valemos nada", "que da vida não se leva nada" e coisas do tipo. Filosofia de velório, eu diria.
Mas, ao retornarem às suas vidinhas, ainda que cientes de que ao pó voltarão, ao invés de se preocuparem mais com o ser do que com o ter, continuam insistindo no círculo vicioso da aquisição material desenfreada.
Mas, se ser rico e poderoso é a chave da felicidade, por que pessoas extremamente bem-sucedidas e ricas volta e meia apresentam quadros de depressão profunda, dependência de drogas ou até mesmo  situações de suicídio? Isso sem mencionar seus ambientes familiares hostis e violentos.
Ora, esses casos são a prova incontestável de que o dinheiro tem sua importância, mas o seu excesso não preenche as lacunas vazias do interior de um ser humano.
Meu pai sempre dizia: "Dinheiro é bom enquanto a gente manda nele". Mais uma sábia colocação dele.
Ter sua vida conduzida por ele não me parece realmente uma receita de sucesso.
Cabe bem aqui o conceito psicanalítico do deslocamento.
Por ser muito difícil identificarmos  ou encararmos a fonte real dos nossos vazios, damos uma de espertinhos e pegamos alguns atalhos,  elegendo situações externas como causadoras destas sensações desconfortáveis e deslocando para elas toda a nossa ansiedade. Uma delas é a situação financeira.
Várias hipóteses podem ser consideradas.
Ou o sujeito viveu uma vida de extrema pobreza na infância, passando por variadas dificuldades e humilhações e, por isso, tornou-se sedento de poder por vingança e recompensa.
Ou o sujeito já era rico, acostumado com um altíssimo padrão de vida, e deve continuar a saga de sua família na manutenção do status, pois se perdê-lo, perde junto a sua identidade. 
Ou é simplesmente um ser irracional mesmo, daquele bem fútil, que sequer enxerga o seu próximo dentro da própria família e acha que a vida boa, plena e feliz só pode existir quando se é muito rico e poderoso. Afinal, beleza, sexualidade, aventuras são muito mais presentes nos ambientes ricos do que nos pobres. Nisso todos concordamos.
Mas, são efêmeros e superficiais.  Diferente da vida harmoniosa, em paz e baseada em relações concretas de afeto.
Qualquer pessoa que imagine que o ser humano é mais do que o exterior, fica sem entender que importância é essa que tantos dão a riqueza, e em nome dela, cometem tantas injustiças e deslealdades.
Desta forma, considerando que buscar soluções ou compensações no dinheiro para as angustias nada mais é do que tapar o sol com a peneira, devo dizer que o que acho mais pernicioso neste comportamento está invisível, mas não inexistente: A total ausência de preparo dessas pessoas para a morte, e consequentemente, a ignorância total do significado da vida.
Quais serão os sentimentos de alguém que se julgava tão poderoso e absoluto diante da doença e da morte?
Todos sabemos que estas  duas situações são completamente democráticas, atingem ricos e pobres, e inevitáveis, pois todos iremos morrer.
Eu imagino que no momento final, estas pessoas que passaram a vida evitando olhar para dentro delas, e se recusaram a enxergar de verdade quem eram, terão um final de vida muito triste, senão desesperador.
Tudo pelo que lutou ficará para trás, ansiosamente esperado pelos herdeiros abutres. O poder adquirido não foi capaz de livrá-lo do fim, tendo ele o mesmo destino que as pessoas as quais ele julgava inferiores.
A morte não tem preço e não apresentará uma fatura de desconto ou negociação. Não há como compra-la, como comprou tudo e todos ao longo de sua vida.
De certo, ao seu lado, em seu leito, não terá pessoas amorosas, pois suas relações foram construídas em outras bases. Não havia tempo para sentimentos puros e verdadeiros. Só negócios e poder.
E, enfim, o tempo para reflexão e reconstrução de uma nova direção já lhe foi dado DURANTE a sua vida inteira, e desperdiçado. Acabou.
Como costumo dizer, mais uma encarnação desperdiçada.
Mais uma disputa pela imortalidade fadada a derrota.
Até.. ;)


domingo, 13 de julho de 2014

Post 4 - A águia e a galinha


Na busca pelo sentido da vida, me apaixonei por alguns livros e autores.
O primeiro que citaria é  "A águia e a galinha: uma metáfora da condição humana" , de Leonardo Boff.
Este belo livro descreve a nossa natureza dupla, com sentimentos antagônicos em nosso íntimo, os quais devemos identificar e integrar para que coexistam em harmonia.
Somos águias, e, por isso,  somos seres predestinados a alçar voos infinitos. Ao crescermos, nos deparamos com um número incontável de possibilidades para as nossas vidas.
Mas, não nos é dado o direito de desfrutar "ad eternum" de todas estas infinitas possibilidades. E isso, obviamente, se justifica por várias razões psicológicas, físicas, afetivas e materiais.

Em função dessas limitações naturais, já que vivemos em sociedade, e nossos atos invariavelmente atingem terceiros, devemos saber a hora de  reduzir algumas das nossas expectativas, e ao invés de pretender grandes vôos como águias, aceitarmos a nossa condição  de galinha, nos limitando a um pequeno terreiro, onde possamos viver em segurança, sem grandes aventuras.  

Harmonizar características tão contrastantes e identificar a hora em que um ou outro modo de vida deve ser abandonado é que é a parte difícil. 

O que quero dizer é que há a hora da águia e a hora da galinha. Ninguém suporta viver cem por cento do tempo sendo um ou outro. Ao contrário, a sabedoria está em sabermos quando ser um ou outro.
Eu acredito que todos nós saibamos quando algo precisa ser mudado. Há uma sensação de mal estar crônico que vai e volta. Podemos até não conseguir nomear corretamente este incômodo,  mas ele está ali, latejando em nosso peito, em forma da já conhecida "angústia humana". 

Casamentos infelizes, empregos insatisfatórios, estilo de vida insuportável....
Por que as pessoas os tem, e pior, os preserva por anos a fio, quem sabe pela vida toda, chegando ao fim com aquela sensação de arrependimento de suas escolhas?

O Espiritismo provavelmente justifica essa insistência no sofrimento com base no conceito do carma. Respeito isso. Faz sentido, mas penso que há limites.

A Psicanálise se fundamenta no inconsciente e no prazer causado pelas situações desprazerosas. Acredito profundamente nisto. Há pessoas que só sabem viver como vítimas, se lamentando de tudo e de todos. Qual o papel lhes restaria se elas conseguissem se livrar do opressor? Ficariam totalmente sem identidade. A única saída seria um bom trabalho terapêutico, ao qual todos sabemos que muitos não aceitam fazer.

Mas, penso também que as pessoas só deixam suas vidas passarem em brancas nuvens ou em tremendas tempestades porque não são conscientes do seu fim.

A incapacidade em enfrentar a mortalidade as faz robôs autômatos de conceitos pré-estabelecidos de uma sociedade doente, onde tudo é mais importante do que uma vida feliz e serena.... E nessa linha, deslocamos nossa angústia do fim para comportamentos recorrentemente nocivos à nós mesmos.
Continuamos outro dia... :)